Anunciados os vencedores do Amyris Innovation BIG Impact Award

Utilizar um biomaterial com propriedades regenerativas únicas para tratar a doença degenerativa do disco intervertebral, que provoca a dor lombar, em humanos e raças de cães específicas. Essa é a proposta do projeto vencedor do Amyris Innovation BIG Impact Award, o primeiro prémio no ecossistema nacional em biotecnologia, organizado pela Associação de Antigos Alunos da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto, em parceria com a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica e a Amyris Bio Products Portugal. O concurso atraiu a atenção de equipas nacionais e internacionais, tendo recebido no total 40 projetos submetidos a avaliação.

O projeto FETALIX, startup liderada por Joana Caldeira, utiliza um biomaterial desenvolvido e patenteado a partir de um derivado de uma fonte fetal de mamífero (que representa um desperdício de milhões de toneladas gerado pela indústria pecuária), sustentado em princípios de economia circular (fator diferenciador do projeto). O biomaterial pode ser produzido de forma simples, segura, acessível e passível de ser escalonável. 

O segundo prémio foi atribuído ao projeto Beesaver que se debruça sobre o problema da diminuição das abelhas em todo o mundo. Este projeto, liderado por Ana Cristina Afonso Oliveira, da Universidade do Minho, visa desenvolver um kit de triagem rápido e inovador para detetar esporos viáveis numa colónia infetada, mesmo que nenhuma doença seja aparente para os observadores. De referir que o diagnóstico precoce é muito importante para prevenir a sua disseminação, permitindo a implementação oportuna de protocolos sanitários com regras estritas de biossegurança.

O projeto MindMimics, apresentado por Laura Frazão, foi distinguido com o 3º prémio. O MindMimics pretende explorar os organoides do cérebro humano como uma alternativa para a triagem de fármacos e para o estudo de doenças do desenvolvimento neuronal. O conceito do projeto baseia-se na produção de organoides cerebrais e tumorais cerebrais, a partir de células estaminais pluripotentes induzidas recorrendo a bancos de células europeus ou aos próprios pacientes. A visão é a de disponibilizar este modelo de tecido cerebral humano, para ser usado por empresas farmacêuticas e instituições de I&D para apoiar a descoberta de novos fármacos e terapias para o combate a doenças neurológicas. 

Hugo Choupina, vice-presidente da ALUMNI ESB e co-organizador do evento, destaca “a excelência científica das soluções propostas aliada aos princípios de economia circular com foco particular em resolver problemas grandes na Sociedade,” acrescentando “estamos perante excelentes exemplos da melhor investigação que se realiza a nível nacional e que é passível de ser transferida e capitalizada na Indústria.” Ana Leite Oliveira, co-organizadora do evento e docente da Escola Superior de Biotecnologia, reforça “o júri ficou muito bem impressionado com a qualidade e quantidade de projetos apresentados.”  

John Melo, CEO da Amyris Inc, participou ativamente no evento e no final da sua intervenção elogiou o fator de inovação e de diferenciação dos projetos, felicitando todos os envolvidos. 

A PREMIAÇÃO

Na primeira edição do Amyris Innovation Big Impact Award, um prémio pioneiro no ecossistema nacional em biotecnologia, foram avaliadas mais de 40 candidaturas a nível nacional e internacional. O primeiro lugar receberá sete mil euros, enquanto o segundo e terceiro terão direito a dois mil e mil euros, respetivamente. Os resultados foram anunciados na 3ª edição do Biotechnology Innovation Forum: Think Big in Biotechnology, que decorreu online a 9 de outubro, organizado pela Associação de Antigos Alunos da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto, em parceria com a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto, a Amyris Bio Products Portugal e a Delta Cafés.

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