Setor de eventos faz crítica ao novo anúncio da DGS

A Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE) critica o mais recente anúncio partilhado pela Direção Geral de Saúde, no qual se pode ler “Vai a um evento? Se tiver sintomas ou um teste positivo, fique em casa e não participe no evento”.

Em resposta ao anúncio, a APSTE avançou com a sua própria publicação na qual reforça que “os eventos são seguros” e incentiva os profissionais do setor a continuarem a reivindicar contra a “falta de trabalho” e a “falta de apoios do Governo”, em linha com o seu lema “demasiado teimosos para desistir”.

“Além da falta de apoios evidente, mais uma vez sentimos um desincentivo direto das autoridades competentes à retoma das nossas atividades. A mensagem transmitida pela DGS está absolutamente errada. Acreditamos que qualquer pessoa com sintomas ou teste positivo à Covid-19 deve, naturalmente, ficar em casa por uma questão de dever cívico e saúde pública. No entanto, esta questão trata-se daquilo que consideramos um ataque ao nosso setor, quando todas as medidas continuam, como sempre, a ser tomadas da nossa parte para garantir que a cultura é segura”, menciona Pedro Magalhães, presidente da APSTE.

A APSTE considera que o posicionamento da DGS sobre os eventos e as medidas mais recentes anunciadas pelo Governo sobre os testes à Covid-19 revelam um carácter vago, que não proporciona as soluções concretas necessárias para garantir a estabilidade de um setor que compreende cerca de duas centenas de empresas e proporciona mais de 1500 postos de trabalho diretos e 3000 indiretos.

A associação reforça ainda que o setor continua a aguardar os resultados dos eventos-piloto realizados em abril e maio, iniciativa que acredita que deveria ter partido do próprio Governo.

Relembramos que a APSTE organizou, no final de junho, uma manifestação pacífica em colaboração com a APEFE e a APPEE, que partiu da Praça dos Restauradores, com o intuito de voltar a chamar a atenção do Governo para a necessidade urgente de criar medidas concretas para garantir a subsistência das empresas que, com todas as medidas impostas no decurso da pandemia Covid-19, encontram-se em estado muito crítico, estando muito perto de fechar portas.

A Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos foi fundada em junho de 2020, no seguimento da criação do Movimento Cancelado, que resultou na chamada de atenção para a falta de representatividade do setor perante as entidades competentes e para a necessidade de se organizarem.

O alcance que o movimento conseguiu justificou a criação de uma Associação, que permite reunir as empresas do setor de serviços técnicos para eventos, atualmente dispersos e sem representatividade no mercado. O objetivo é caminhar no sentido de regular o setor, através da criação de normas e regras que visem a melhoria dos serviços a prestar pelos associados e melhorar a imagem no que se refere à qualidade, seriedade e princípios a praticar.

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