Bem-estar corporativo: um novo modelo holístico | OPINIÃO – *Grupo Adecco

bem-estar corporativo e empresarial

Com as fronteiras entre trabalho e casa esbatidas e a crise pandémica que afeta as pessoas em todo o mundo, 2020 enfatizou a necessidade crítica de programas mais eficazes de bem-estar corporativo. A pandemia do coronavírus, o isolamento físico e a economia incerta contribuíram para o declínio do bem-estar mental de milhares de adultos trabalhadores.

Tal exige um maior enfoque na melhoria dos programas de bem-estar corporativo. Durante décadas, muitas empresas têm abordado programas de bem-estar, investindo em serviços de conveniência ou regalias, como ginásios, espaços de lazer; contudo, estas ofertas não funcionam como parte de uma abordagem holística e carecem dos elementos-chave necessários para o sucesso a longo prazo. À medida que as empresas procuram renovar os programas de bem-estar empresarial, é importante adotar um modelo que seja sustentável e possa evoluir ao longo do tempo.

O Modelo de Vitalidade da Força de Trabalho, criado pela Fundação do Grupo Adecco, proporciona uma abordagem holística do bem-estar dos funcionários que une tanto a gestão de top-down, como o feedback bottom-up.

A abordagem holística incorpora, a par do bem-estar mental e físico, um aspeto social que engloba a capacidade dos profissionais para se ligarem, se envolverem com os outros, e assegurar a inclusão, bem como o objetivo, que se concentra nas crenças e princípios dos empregados para servir de motivação.

O Modelo de Vitalidade da Força de Trabalho elaborado pela Fundação do Grupo Adecco leva em consideração elementos, fundidos com o bem-estar físico e mental. O modelo é possibilitado por políticas e práticas, que apoiam e reforçam o comportamento, tanto através de regras como de motivação. A cultura, que estabelece o precedente de “como fazemos as coisas e porquê”, reforçando a motivação intrínseca. O ambiente, que são os elementos físicos e organizacionais que apoiam o bem-estar. E a tecnologia e ferramentas, de baixo limiar, integradas, financeiramente acessíveis e simples.

Ao olhar para estes elementos de forma holística, as empresas podem fornecer soluções adaptadas às necessidades únicas de uma organização.

Aplicar o Modelo de Vitalidade da Força de Trabalho começa com a deteção de um problema, a identificação das necessidades subjacentes, a idealização de uma solução, e o esboço de um caminho para o sucesso. Por exemplo, uma empresa que se defronta com uma falta de engajamento dos seus colaboradores pode descobrir que a necessidade subjacente do funcionário é um melhor suporte pessoal ao nível das relações interpessoais com a equipa, tecnológico, mentoria, entre outros, no seu quotidiano. Para o conseguir, a empresa pode implementar soluções como, por exemplo:

⦁ Dias de desenvolvimento organizados para a construção de competências e redes de contactos;
⦁ Novos canais de comunicação diretos para partilhar atualizações regulares, notícias, e convites sociais;
⦁ Um novo programa estruturado de incentivos em torno de mentoria ou bem-estar mental;
⦁ Novas funções na empresa especializadas em engajamento e bem-estar;
⦁ Novas tecnologias e plataformas concebidas especificamente para o bem-estar.

O Modelo de Vitalidade da Força de Trabalho fornece um quadro que é sustentável, eficaz e escalável, independentemente da indústria. Isto é crítico, uma vez que a dinâmica da força de trabalho continua a mudar.

Por sua vez, esta nova abordagem ao bem-estar corporativo pode ser altamente eficaz para atrair, cativar, e reter os melhores talentos e melhorar o desempenho global. Ao proporcionar aos funcionários oportunidades de criar um melhor estilo de vida e uma carreira de sucesso, as empresas serão criadas para o sucesso num mundo pós-pandémico.

*Grupo Adecco é uma companhia suíça que gerencia recursos humanos. Atua em mais de setenta países, prestando serviços a mais de 130.000 empresas.

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