Quinta do Côtto Vinha do Dote, o vinho-tributo da Montez Champalimaud

Há cerca de seis anos, a equipa da Montez Champalimaud redescobriu, naquele que parece ter sido um feliz acaso, uma parcela de vinha localizada fora do casco principal do solar da Quinta do Côtto. As videiras, com uma idade média de 90 anos, apresentavam-se num ótimo estado de conservação, o que despertou a curiosidade de todos sobre a origem e história desta parcela de vinha. E assim começou a história do Quinta do Côtto Vinha do Dote.

A resposta estava nos arquivos da família, que contavam uma história distante dos tempos que correm hoje. Estas terras chegaram à família através de Rosa Carolina Pinto Barreiros, que as entregou como dote do seu casamento com António Montez Champalimaud, em 1865. Mais de meio século depois, em 1922, e fazendo justiça ao seu espírito inovador e empreendedor, atípico para a época, Rosa viria a fundar a empresa Montez Champalimaud. Num simbólico tributo, esta vinha velha foi batizada como Vinha do Dote.

Deste terroir especial, marcado pela perfeita conjugação de fatores como a boa exposição sul/poente, a altitude (140 metros) e o solo xistoso, surgiu a vontade de desenhar um vinho que refletisse, em toda a sua génese, o património único de vinhas velhas da Quinta do Côtto. Nascia, assim, o Quinta do Côtto Vinha do Dote, um vinho de parcela, feito a partir de um field blend de mais de 30 castas autóctones da região.

Uma das melhores vindimas de sempre

O Quinta do Côtto Vinha do Dote 2017 preserva uma das melhores vindimas de sempre para o Douro e supera até as melhores expectativas do produtor. O vigor e resiliência desta parcela de vinhas velhas reflete-se na cor rubi intenso, nariz sedutor e grande complexidade de aromas. Entre especiarias, notas vegetais e frutos silvestres, ergue-se com volume, taninos maduros e muita frescura a equilibrar o conjunto. O final é longo e persistente.

A história e o legado que este vinho homenageia estão também representados no rótulo, assinado pela premiada designer Rita Rivotti. Por debaixo de uma elegante textura está o desenho de uma delicada rosa estilizada, numa simbólica alusão à fundadora da empresa Montez Champalimaud, Rosa Carolina Pinto Barreiros, envolvido pela transcrição recuperada do documento oficial do seu dote de casamento.

Já disponível nas principais garrafeiras do país, grande distribuição e na loja online, mas em quantidades limitadas, devido à capacidade produtiva muito reduzida da Vinha do Dote. O preço recomendado de venda do Quinta do Côtto Vinha do Dote é de 20€.

Sobre a Montez Champalimaud:

Para contar a história da casa Montez Champalimaud é preciso viajar até ao séc. XIV, data em que surgiram os primeiros registos da família no Douro e na região dos Vinhos Verdes, onde mantém até hoje as suas propriedades. A Quinta do Paço de Teixeiró, localizada na freguesia de Teixeira, na fronteira da região dos Vinhos Verdes, produziu a par do vinho, e durante tempos imemoriais, cereais.

A Quinta do Côtto, na freguesia de Cidadelhe, na região demarcada do Douro, sempre se dedicou à cultura da vinha e produção de vinho. Em 1865 o património fundiário da família Montez Champalimaud foi acrescido com a Quinta de Vallado, na freguesia de Vilarinho dos Freires, próximo da Régua, por via do casamento do então Morgado da Quinta do Côtto – António Montez Champalimaud, com Rosa Carolina Pinto Barreiros.

Em 1922, foi constituída a sociedade Montez Champalimaud, à qual foi confiada todo o património familiar nas regiões do Douro e Vinhos Verdes, situação que persiste até à presente data.

A esta herança secular, a casa Montez Champalimaud foi sempre capaz de implementar uma constante política de inovação, orgulhando-se de produzir vinhos intemporais e de elevada qualidade. Quase um século depois, preserva a sua autenticidade e o perfil de vinho clássico, não seguindo modas de consumo. Uma missão que leva até ao Douro e à região dos Vinhos Verdes.

Atualmente a Montez Champalimaud está sob gestão de Miguel Mendia Montez Champalimaud, representante da 5ª geração da família. A enologia está entregue a João Grave.

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