Tecnologia é instrumento fundamental para conhecer o território

A utilização de imagens de satélite e da tecnologia LiDAR foram hoje destacadas como ferramentas que permitem uma nova forma de olhar o território, planear melhor e gerir os recursos. Anabela Pedroso lembra que é preciso que sejam usadas para resolver os problemas das pessoas.
14 mai 2021, 15:20




Secretária de Estado da Justiça no encerramento da apresentação pública

No encerramento da apresentação pública “Da informação do território à decisão estratégica em fogos rurais”, organizado pela Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, e o ForestWISE -Laboratório Colaborativo para Gestão Integrada da Floresta e do Fogo, a Secretária de Estado da Justiça, Anabela Pedroso, sublinhou o potencial da tecnologia, e em especial o LiDAR, no  contributo para o conhecimento do território.Os resultados do voo LiDAR em sete territórios piloto, que envolvem dez municípios, Vila Pouca de Aguiar, Góis, Lousã, Oleiros, Proença-a-Nova, Pombal, Cascais, Sintra, Mafra e Lisboa, e a primeira fase da Plataforma Interoperável do SGIFR, foram revelados durante a apresentação pública, com relevo para os benefícios obtidos.Anabela Pedroso saudou a junção de tantas áreas da administração pública nesta sessão e lembra que é preciso que a utilização da tecnologia ajude a responder a questões e a resolver problemas das pessoas e para as pessoas.“No que respeita ao cadastro em Portugal, como vimos, enfrentamos vários problemas para resolver, se queremos acelerar o conhecimento do território. Questões como identificar melhor as sobreposições, perceber se as estremas sempre estiveram ali. Ou ajudar os proprietários a compreender muitas vezes um simples mapa, agora em digital, e identificar os muros das suas propriedades ou apenas marcos já destruídos pelo tempo”, adiantou, lembrando que todos conhecemos casos onde muitos dos proprietários já faleceram e os herdeiros não sabem onde ficam as propriedades.Foi para resolver este problema, com uma visão diferenciadora de abordar o conhecimento do território, que nasceu o Balcão Único do Prédio, ou BUPi. “Um projeto que surgiu da vontade de acelerar o processo de conhecimento do território e para responder a um problema real”, afirmou a Secretária de Estado.O LiDAR tem agora o potencial de contributo para o cadastro do território, aplicando não só a tecnologia mas também metodologia inovadora que vai trazer novas soluções. Mas é preciso um trabalho conjunto. “A expansão do cadastro e a aceleração do conhecimento do território não é um trabalho que se possa fazer de forma isolada […] Este trabalho apenas é concretizável se for realizado de forma participativa, com envolvimento, mobilização e compromisso entre todos, e com tecnologia de ponta, interoperável e partilhável, que permita acelerar a geração de conhecimento e extração de valor para o país”, defende Anabela Pedroso.Para a Secretária de Estado, é importante também saber que, com o contributo do Plano de Recuperação e Resiliência, temos ainda os meios necessários para suportar este trabalho.



Partilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no linkedin