Tráfego das encomendas postais aumentou 28,9% no 1.º semestre

A pandemia de COVID-19 provocou uma contração significativa do tráfego postal. No entanto, no 1.º semestre de 2021 a redução foi de apenas 1,1%, visto que o maior impacto já se tinha feito sentir no semestre homólogo. No período em análise, o impacto estimado da pandemia no tráfego postal foi de -9%. Estima-se que, caso não tivesse ocorrido, o tráfego postal teria diminuído 4,7%. Embora os efeitos da pandemia ainda se façam sentir, com a eliminação gradual das restrições à circulação o tráfego postal parece ter iniciado um processo de recuperação do choque provocado pela pandemia, o que, no entanto, deverá ser confirmado nos próximos trimestres.

O tráfego de correspondências, de correio editorial e de publicidade endereçada caiu 4%, 3% e 5,2%, respetivamente, enquanto o tráfego de encomendas aumentou 28,9%. O aumento do tráfego de encomendas foi o maior desde 2013.

No final do 1.º semestre, as correspondências representavam 74,7% do tráfego postal, enquanto o correio editorial e a publicidade endereçada representavam 7,4% e 6,4% respetivamente. O peso das encomendas no total do tráfego situou-se nos 11,6%, mais 2,7 pontos percentuais do que no mesmo período de 2020, e o valor mais elevado registado até ao momento. Em termos de receitas, as encomendas passaram a representar 41,6%, mais 5,6 pontos percentuais do que no semestre homólogo.

Os serviços postais compreendidos no âmbito do serviço universal (SU) representaram cerca de 81,5% do tráfego e 52,2% das receitas. O tráfego de SU desceu 3,8% e o seu peso no total do tráfego diminuiu 2,3 pontos percentuais em comparação com igual período do ano anterior. As receitas do SU aumentaram 6,6%, embora o seu peso no total tenha diminuído 5,4 pontos percentuais.

As receitas geradas pela prestação de serviços postais totalizaram cerca de 345,2 milhões de euros, mais 17,8% do que no período homólogo. Foi o crescimento mais elevado desde que estes dados são recolhidos (2012) e contrasta com a queda de 6,2% ocorrida há um ano.

A receita média por objeto aumentou 19,1% face ao semestre homólogo, em resultado, nomeadamente, do aumento de preços promovido pelos CTT – Correios de Portugal (CTT) em 1 de junho de 2020 e do aumento do peso das encomendas.

O grupo CTT dispunha de uma quota de cerca de 85,5% do tráfego postal, menos 1,1 pontos percentuais do que no 1.º semestre de 2020. Relativamente ao tráfego abrangido pelos limites do SU, o grupo CTT detinha uma quota de cerca de 90,1%, menos 0,5 pontos percentuais do que no mesmo período do ano anterior. Trata-se do valor mais reduzido de sempre. Em contrapartida, a quota de encomendas do Grupo CTT atingiu 49,9%, mais 1,5 pontos percentuais do que no mesmo período do ano anterior.

No período em análise, contabilizaram-se cerca de 15,2 mil trabalhadores afetos à exploração dos serviços postais, 73,4% dos quais colaboradores do Grupo CTT. O número de trabalhadores aumentou 4,8% relativamente ao semestre homólogo, impulsionado principalmente pela atividade dos prestadores alternativos.

Neste semestre aumentaram os pontos de acesso (+4%), centros de distribuição (+4,8%) e veículos (+14,7%). O expressivo crescimento do número de veículos deveu-se à expansão da frota de vários prestadores de correio expresso, em resposta a um aumento da procura causado pela pandemia.

O número de estações de correio dos CTT aumentou 2,7% em relação ao semestre homólogo, enquanto o número de postos de correios diminuiu 2,2%.

Resumo gráfico dos serviços postais no 1.º semestre de 2021


Consulte o relatório estatístico:

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