Tráfego originado na rede fixa aumentou 4,7% devido ao impacto da COVID-19

O número de clientes do serviço telefónico fixo aumentou 2,3% no 1.º trimestre, mais 96 mil do que no ano anterior, atingindo cerca de 4,2 milhões, o que é consistente com a tendência histórica estimada e está associado à crescente penetração das ofertas em pacote que integram telefonia fixa.

A taxa de penetração dos acessos telefónicos principais atingiu 50,8 acessos por 100 habitantes e a taxa de penetração dos acessos instalados a pedido de clientes residenciais ascendeu a 94,8 por 100 famílias clássicas. As redes de nova geração foram responsáveis pelo crescimento do número de acessos (+2,3%), dado o aumento dos acessos suportados em redes de fibra ótica e televisão por cabo (+335 mil acessos). Refira-se que o parque de acessos telefónicos principais atingiu 5,2 milhões de acessos equivalentes, mais 120 mil acessos do que no ano anterior.

No 1.º trimestre, os acessos suportados em redes de nova geração (FTTH, redes de TV por cabo e redes móveis em local fixo), representaram 81,9% dos acessos telefónicos, e aumentaram o seu peso em 4,4 pontos percentuais (p.p.) em relação ao trimestre homólogo.

No presente trimestre, o volume de minutos originado na rede fixa aumentou 4,7% em relação ao primeiro trimestre de 2020. Este aumento excecional resultou da alteração dos comportamentos dos utilizadores resultante da COVID-19. A pandemia provocou uma inversão da tendência de descida que se vinha verificando desde 2013. Estima-se que a COVID-19 tenha tido um efeito positivo de 32,8% no tráfego médio por acesso no 1.º trimestre. Caso não tivesse ocorrido a pandemia, estima-se que o tráfego médio de voz fixa por acesso, em vez de ter crescido 4,7%, teria diminuído 13,6% em relação ao 1.º trimestre de 2020.

O crescimento verificado neste trimestre foi, no entanto, inferior ao do quarto trimestre de 2020 (+11,3%).

Por tipo de chamada, o crescimento ocorrido deveu-se sobretudo ao aumento do tráfego fixo-móvel (+30,5%), que teve o maior aumento desde que estes dados são recolhidos (2003). O tráfego fixo-fixo aumentou 0,8%. O tráfego internacional diminuiu 20,7% e, em particular, o tráfego internacional originado em postos públicos aumentou 24,5%, o maior aumento desde 2012.

No final do período em análise, a quota de clientes de acesso direto da MEO atingiu 42,1%, seguindo-se o Grupo NOS com 35,1%, a Vodafone com 19,3% e o Grupo NOWO/Onitelecom com 3,1%. As quotas de clientes de acesso direto da NOS e NOWO/Onitelecom diminuíram 0,8 e 0,3 p.p., respetivamente, tendo a quota da Vodafone aumentado 1 p.p. A quota da MEO não sofreu alterações.


Consulte o relatório estatístico:

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